Naqueles momentos iniciais de minha imperceptível presença na Difusora, há 45 anos, encontrei por lá uma equipe de ouro do rádio.
No Departamento de Jornalismo – onde eu estava lotado – Carlos Augusto comandava um time que tinha ainda Chico Leal, como chefe da redação, Itaporã Bezerra (locutor de noticiário), Kleiton Silva e Paulo Almeida Filho (repórteres).
No Departamento de Esportes, a bola estava com a família Doudement, sob o comando do velho Aldir Doudement, um dos maiores locutores esportivos do Brasil.
Marcou época na crônica esportiva, na década de 1970, na Rádio Clube de Pernambuco, emissora da cadeia dos Diários Associados.
Trabalhavam com ele Jorge Aldir, Aldir Filho e mais um ou dois Doudment. Um time de primeira, reforçado por Odílio Teixeira.
O Zé Lula, um garoto magrinho e cabeludo, estava no começo de sua carreira e fazia com o Tomaz Vitorino o “Discoteca dos Bairros”, programa de grande audiência.
Também estavam por lá o advogado JJ Lapa, “no grito ou no tapa”, e os radialistas Roberval Caminha, com um programa só com músicas de Robertos Carlos (RC e Você, acho que o nome era este); Itapuã Maranhão, já bem mais experiente.
Maurício José, misto de radialista e bruxo, boa praça, era um fenômeno de audiência com seu programa “Eu show Maurício José”.
Na sonoplastia, uma lenda viva do rádio, o Francisco Guimarães, que era também cantor, e ainda Lucílio Avelino e os irmãos Tadeu e Donizete Moura.
Como é da dinâmica do rádio, estas equipes foram se renovando ao longo do tempo. Falarei de outros profissionais da emissora mais adiante.
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